(3) A passagem de instrutor de cursos à docência

A prática de instrutor em cursos e treinamentos, influência da empresa, permite dizer que foi por aí que começou a história da docência para o Professor Ronaldo. Se, por um lado, dar cursos - ou se direcionar para a área de cursos - influenciou seu ingresso na docência, por outro lado, a identificação com o irmão, hoje também professor, é fato que marca e constitui sua idéia de "dar aulas".

“(...) quando eu acabava pegando um cliente, os caras perguntavam coisas e aí acabou me direcionando para a área de cursos. Isso influenciou, também eu dava, por muito tempo eu dei cursos” (Ronaldo, 34, Prof. de Informática, Relato de Vida, linhas 170-173)

“Então, todos os cursos (...), éramos eu e meu irmão que dávamos os cursos. (...) E nisso o meu irmão tem uma facilidade muito maior do que eu, de dar aula, (...) eu sempre considerei [meu irmão] um professor e um programador melhor do que eu. E aí, tanto que hoje ele também dá aula no Rio de Janeiro, no SENAC... e basicamente foi por aí que começou a história da docência” (Ronaldo, 34, Prof. de Informática, Relato de Vida, linhas 222-238)

Assim, diante das circunstâncias de trabalhador de empresa de engenharia e interessado em procurar outras coisas em que podia trabalhar ou que tinha experiência, pensa: "dar aulas a noite". Como funcionário de uma empresa, não está em jogo a escolha somente pelo "dar aulas" e, sim, como algo que se pode trabalhar junto, isto é, continuar na empresa e, no turno da noite, "dar aulas".

“(...) comecei a procurar outras coisas que eu tinha experiência, que eu podia trabalhar junto; seria: dar aula a noite" (Ronaldo, 34, Prof. de Informática, Relato de Vida, linhas 345-347)